domingo, 20 de maio de 2012

Shiryu feelings (1994)

Essa é de 1994, na época que eu era magrinho e cabeludo.
Nessa época, a gente só sabia que a foto tinha ficado embaçada depois da revelação! ahahhahahaha

sábado, 19 de maio de 2012

TOP 5 - Promessas de Aventuras Medievais que não convenceram


Se no post anterior eu elegi os 5 melhores filmes passados na Idade Média, dessa vez a lista conta com filmes que tinham tudo para dar certo (ou quase tudo), mas que, por algum motivo bizarro, não decolaram.

1. Kingdom of Heaven (Cruzada)
Superprodução dirigida por Ridley Scott, filmada em Marrocos, com bons atores, excelente figurino e um polpudo orçamento na faixa dos US$130 milhões. História é bem feita, os cenários magníficos, existem alguns personagens maneiros, mas... É impressionante como esse filme não decola. Apesar das cenas de batalha, o filme parece sempre estar se arrastando. Uma pena. Dormi no cinema, dormi em casa e uso como remédio para insônia.


2. Jeanne d'Arc (Joana D'Arc de Luc Beson)Outro filme que parece que vai bem no início e do nada descamba. O elenco é bem maneiro, com destaque para a linda Milla Jovovich no papel da heroína e John Malkovich vivendo o Rei Charles VII. As cenas de cerco são muito bem feitas e não falta sangue. Só que, do meio para o fim, o filme vira realmente um filme europeu de arte. O ritmo é completamente quebrado pela insanidade da "Santa Guerreira" e pela aparição de Dustin Hoffman, no papel da "consciência" de Joana D'Arc.



3. King Arthur (Rei Arthur)Aguardei ansiosamente a estréia desse filme no cinema, pois havia acabado de ler As Crônicas de Arthur, de Bernard Cornwel. Mas o resultado foi frustrante. Fora uma cena ou outra, o filme é uma catástrofe. E não foi por falta de orçamento e sim por falta de competência de diretor e roteirista. Pensei que um filme sobre esse tema com os recursos atuais e uma boa verba iria chutar bundas, mas não foi bem isso que aconteceu. Nem Clive Olwen, nem Keira Knightley conseguiram salvar a diversão.



4. Pathfinder (Desbravadores: A Lenda do Guerreiro Fantasma)Filme de vikings é sempre uma promessa, mas poucos se desenvolvem o bastante para serem lembrados com contentamento. Esse é um dos que eu esperava alguma coisa e nada aconteceu. Ou melhor, aconteceu, mas foi tão ruim que é melhor não lembrar. Vikings com capacetes de chifres gigantes já me irritam, mas a caracterização dos vikings nesse filme leva-nos crer que são ogros ao invés de seres humanos. Acho que não consigo eleger sequer um ponto positivo desse filme. Se lembrarem, me avisem por favor.



5. A Knight's Tale (Coração de Cavaleiro)
Imagine um filme com o "Coringa" Heath Ledger, baseado em um dos contos mais tradicionais da Inglaterra (The Canterbury Tales). Imaginou? É, mas na sua cabeça ele é bem melhor, porquê não foi assim que ele foi feito! A começar pelo início do filme que toca We Will Rock You, do Queen. Nada contra o Queen! Aliás, acho a trilha sonóra de Highlander muito boa, mas não combina! O filme não decola, não há sangue e a trilha continua comprometendo no resto da trama, misturando elementos modernos com medievais. Enfim, tinha tudo para ser um ótimo filme, mas não foi!


sexta-feira, 18 de maio de 2012

TOP 5 - Filmes de Aventura Medievais

Atendendo ao pedido do amigo @brunovox23, vou postar dicas de filmes aqui. Para começar, meu TOP 5 filmes de Aventura Medieval.

1. Braveheart (Coração Valente)
Épico de 1995, dirigido e estrelado por Mel Gibson e ganhador de 5 Oscars. Situado no final do século XIII, o filme conta a história (ainda que deturpada) do herói escocês Willian Wallace e sua luta pela independência da Escócia. Cenas de batalhas sensacionais e personagens marcantes como Campbel (James Cosmo), o velho indestrutível, o odioso Rei Edward I, Longshanks (Patrick McGoohan), Stephen (David O'Hara), o irlandês maluco que fala com Deus e Hamish (Brendan Gleeson), leal companheiro do herói. Destaque para o discurso de Willian Wallace para motivar as tropas prestes à desistirem de uma batalha contra o exército inglês.



2. Ironclad (Sangue e Honra)
Produção inglesa de 2011, tem como principal atrativo as cenas brutais e realistas. O filme se desenvolve durante a Guerra dos Barões na Inglaterra e conta a história do cerco ao Castelo de Rochester, onde Cavaleiros Templários estão refugiados e não pretendem se render. O ator principal desse filme é James Purefoy, veterano de outros filmes (não tão bons) do gênero, como Coração de Cavaleiro, O Cavaleiro e o Dragão e Solomon Kane.



3. Arn, The Knight Templar (Arn, o Cavaleiro Templário)
Não li o livro (de Jan Guillou), mas quem leu diz que o filme não chega aos pés. De todo modo, Arn é um filme interessante. Conta a história de um jovem nobre suéco que se torna cavaleiro templário que vai à guerra nas cruzadas e, tempos depois, volta para sua terra para resgatar sua paixão e lutar pela liberdade do país. Interessante que é uma produção conjunta entre os países escandinavos, Finlândia, Alemanha e Reino Unido. Arn tem um segundo filme que se chama Arn - The Kingdom at Road's End.



4. 13th Warrior (13º Guerreiro)
Tudo bem, um monte de gente vai me crucificar por causa desse filme, mas acho ele bem divertido, além de a caracterização ser excelente. Acho até que o Antonio Bandeiras no papel principal não compromete. Não obstante, acredito que eu esteja sozinho nessa, haja visto que o filme foi um fracasso de bilheteria. O filme reconta, de maneira fantasiosa (inclusive misturando ingredientes de Beowulf), os relatos de Ibn Fadlan, que tomou contato com os vikings que dominaram a região do Volga e do Dnieper nos anos 800.



5. Robin Hood
Estamos falando do Robin Hood de Ridley Scott, com o gladiador Russell Crowe e a rainha elfica Cate Blanchett. Uma história diferente sobre o mítico fora-da-lei britânico. Mais fiel à história (por exemplo, o Rei Ricardo Coração de Leão não volta à Inglaterra, pois morre em batalha), mais bem produzido e com mais ritmo. Entretanto, o filme não é uma, nem de longe, algo de se "explodir a cabeça". Tem muito romance, não chega a empolgar e, para ser sincero, entra aqui mais por falta de opção, do que por mérito. Incrível como a maioria dos filmes que retrata a Idade Média é mal executado.



Em breve (ou não) essa lista terá mudanças. Isso porque a produtora inglesa Independent está finalizando um projeto para rodar Azincourt, um filme baseado no livro de Bernard Cornwell que conta a história da batalha de mesmo nome. Esse filme promete entrar para a lista para tirar Robin Hood.

Próximo post: TOP 5 Promessas de Aventuras Medievais que não decolaram.
Tag: Medieval, Aventura, Filme, Épico, Espada, Guerra, Movie.

domingo, 13 de maio de 2012

Aniversário do Jack - 24.04.1991

















Azaghal e Tucano na foto. Não reconheceu? Olhe de novo! Direto do túnel do tempo!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Religião nos "olhos" dos outros é refresco...

Volta e meia eu pego o elevador junto com uma família muçulmana que mora no meu prédio. Os homens tem aquela cara austera, nunca sorriem e estão sempre falando em árabe. As mulheres usam véu e quase nunca se pronunciam. Confesso que sempre fico um pouco apreensivo. Não porque eu ache que eles são terroristas da Al Qaeda e vão explodir uma bomba a qualquer momento. As chances deles serem um núcleo de radicais islâmicos prontos para uma ação de terror são as mesmas de que meu outro vizinho protestante seja da Ku Klux Klan, ou seja, mínimas. Fico receoso porque tenho medo de olhar demais para uma das mulheres, ou falar alguma coisa sem querer que seja considerado desrespeitoso na cultura deles.

Muito bem, mas eu falei isso por algum motivo e não fui direto ao ponto. Já explico: mais de uma vez ouvi de amigos e conhecidos o quão grotesco é esse hábito de usar véu no rosto das mulheres, o quanto é absurdo a cultura de acreditar que o homem morto em uma Jihad vai para o céu e que lá o aguardam sei lá quantas virgens e como é idiota rezar varias vezes por dia virado para Meca. O que tenho a dizer sobre isso se resume em um simples ditado popular: "Quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra".

As pessoas estão tão acostumadas com sua própria cultura que ficam chocadas quando outras pessoas pensam e agem diferente. Veja, não sei se usar véu, ou na expressão máxima dessa modalidade, usar burca é pior do que botar crianças para sensualizarem nas tardes de domingo em cadeia nacional. Se você não entendeu o que eu estou escrevendo é porque não viu ou não lembra dos campeonatos da "Dança da Garrafa", onde crianças de seus 6, 7 anos de idade dançavam rebolando na "boquinha da garrafa".
 

 É também muito peculiar que se considere todo muçulmano terrorista, mas que seja uma heresia apontar o dedo para um católico taxando-o de pedófilo ou inquisitor. O que para uns é assunto muito sério, para outros não passa de piada. Para a maioria (aqui no Brasil) é caricato ver um islâmico orando para Meca e constrangedor ver as explosões de fé em um culto evangélico. Mas é proibido tornar anedota as carolas chorosas ajoelhadas em devoção a uma estátua. Aliás, estátua essa que já foi motivo de polêmica ao ser chutada (e despedaçada) por um evangélico que também não admitia que ídolos fossem louvados.

Interessante achar que índios são lunáticos que acham que uma simples máquina fotográfica tem o poder de tirar a alma de uma pessoa, mas é perfeitamente compreensivo acreditar que exista uma alma, algo que não se pode ver, ouvir, entender ou provar.Perceba você como o que é certo, errado, bom ou mal só é definido pela sua cultura. Para a maioria dos religiosos, a genética é uma tentativa de brincar de ser Deus e isso, meu caro, não será perdoado, nem por Ele, nem pelos homens que o temem.

Às vezes, até dentro da mesma religião existem desavenças e acusações de ignorância ou heresia. Muitos cristãos tiram sarro dos religiosos mais conservadores que acreditam no Criacionismo, na Arca de Noé e nos papos sérios entre Moisés e Deus no topo do Sinai. Esses têm que lembrar que acreditam em um homem que caminhava sobre as águas, ressuscitava gente morta e subiu aos céus de corpo e alma. Se no Brasil acreditássemos, por exemplo,em Thor, o Deus do Trovão, que traz tempestades guiando sua charrete voadora puxada por bodes, as histórias sobre Jesus nos pareceriam um tanto quanto absurdas. Concorda?


Não estou aqui julgando no que cada um deve acreditar, mas sim defendendo o direito de cada um acreditar no que quiser sem ser taxado de idiota, malfeitor ou ignorante. Minha fase de querer afirmar minha concepção sobre as coisas do além passou há algum tempo, quando percebi que discutir com fanáticos é completamente inútil. Mas acredito que seja possível sensibilizar meia dúzia de pessoas para que, ao menos, antes de condenar a cultura alheia, faça uma análise da sua própria. Pondere se as letras de Axé, Pagode e Funk são mais ou menos ofensivas para as mulheres do que o uso do véu e de fazê-las andarem atrás do homem. Pense se um céu cheio de virgens é mais absurdo do que um céu cheio de pessoas boas vestidas de branco cercada de anjos tocando liras. Reflita se temer ter a alma raptada por uma máquina fotográfica é tão mais incoerente do que acreditar em vida após a morte. Por fim, avalie se as coisas que você acredita são assim tão diferentes das que os outros acreditam.

PS:espero que fique claro que estou falando de hábitos culturais e religiosos que não prejudiquem a integridade física de outras pessoas. Não estou defendendo a extirpação de clitóris de países do norte da África e nem o estupro de virgens para a "cura" da AIDS, comum na África do Sul.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Aquele sujeitinho arrogante, Anderson Silva

"This is the West, sir. When the legend becomes fact, print the legend" - The Man Who Shot Liberty Valance (1962).



Ontem foi ao ar o programa Profissão Repórter sobre MMA. Para quem não conhece, o programa é focado no cotidiano de jovens jornalistas (focas) no exercício de sua profissão. Seu idealizador e apresentador é o consagrado jornalista Caco Barcelos, conhecidos por suas matérias investigativas e seus livros campeões de vendas.

Como já citei anteriormente, o programa de ontem teve como tema a nova febre mundial, o Mixed Martial Arts, conhecido antigamente no Brasil por Vale Tudo. O tema não foi escolhido à toa. O esporte tem crescido em escala exponencial e a Rede Globo percebeu isso como uma grande oportunidade. Tanto que transmitiu a última edição do UFC Rio e exibe semanalmente o reality show The Ultimate Fighter, que busca novos campeões da categoria.

Mas o post não é sobre a Rede Globo. Afinal, uma empresa de comunicação vive de audiência e não serei eu, um publicitário, que direi que ela deve fazer o contrário. O post é sobre o que fizeram com Anderson Silva nesse programa.



O programa se dispunha a traçar um perfil do maior ídolo do esporte, o Spider. Para isso, mandaram um foca para o Rio de Janeiro, onde o lutador participaria de um evento. Anderson Silva, embora avesso a jornalistas, recebeu o garoto de bom grado e deu uma entrevista que rendeu um vídeo editado de 4:30 minutos, que não foi ao ar na íntegra.

Mas para o foca, aquilo era pouco. O rapaz queria fazer, no mínimo, um documentário com o astro e assim garantir que seus 15 minutos de fama não desaparecessem, como acontece com tantos outros "protagonistas" do programa. Anderson disse que não e mandou-o procurar a 9ine, empresa que gerencia sua imagem.

É aí que a porca começa a torcer o rabo. Caco Barcelos recebeu seu pequeno padawan, que se ressentia de não ter conseguido a entrevista do jeito que planejara. O mestre então começa a usar seu sarcasmo (#WillieWonkaFeelings) e acha estranho Anderson Silva não querer dar entrevista (Porra, to confuso! Ele não deu a entrevista?). Diz que o fato é curioso, pois no passado ele participou de inúmeros programas de TV, não só de esportes, mas de variedades. Nesse momento, Caco Barcelos finge esquecer que Anderson Silva não está de férias e sim a 3 meses de seu maior desafio, a revanche contra Chael Sonnen.

Perceba, como já dizia o poeta Marcelo D2, quem tem o Mic na mão, tem a faca e o queijo. No caso, Caco Barcelos e seus pupilos têm não só o microfone. Têm o microfone, a ilha de edição e 30 minutos no maior veiculo de comunicação do Brasil. A partir daí, o que se vê é uma série de transgressões ao que, nos bons cursos de Jornalismo se ensina como ética.

O foca foi à Curitiba entrevistar a família de Anderson Silva em um bairro popular da cidade e mostrou a situação de seus irmãos. Mas o foca esqueceu de dar um background. Não quis saber (ou mostrar) como era e é o relacionamento dele com a família. Será que o foca queria passar alguma coisa nas entrelinhas?

Depois disso, o entrevistador foi ao primeiro mestre de Anderson Silva, que se emocionou diante das câmeras e disse que o lutador é um ingrato. Ponto para o foca. Soube manipular mais uma vez a matéria, já que não foi apresentado um contexto.

O foca continua sua batalha para se vingar do arrogante lutador que não quis passar a semana ao seu lado, não permitindo assim que ele chegasse ao valhala dos repórteres. O próximo golpe foi entrevistar o pai de Anderson Silva, um senhor de idade visivelmente sem preparo para dar entrevista. Eu teria ficado com vergonha alheia, caso não estivesse indignado com a matéria perversa.

E assim se desconstrói a imagem de um cara que faz questão de valorizar o país e o povo brasileiro toda vez que da uma entrevista.

E por que um jornalista consagrado permitiria que um pupilo fizesse isso em seu programa? Porque é exatamente isso o que ele quer. Porque é exatamente assim que trabalha o Sr. Caco Barcelos. O que interessa ali não é a verdade, mas a glória. Não digo nem que ele faça isso pelo dinheiro. Acredito que seria muito mais lucrativo para ele participar da campanha da Globo para tornar Anderson Silva o novo Ayrton Senna, mas sua vaidade é superior.



Esse Caco Barcelos que critica Anderson Silva é o mesmo que escreveu Abusado, livro campeão de vendas em 2003, que contava a história de Marcinho VP e os bastidores do tráfico no morro Dona Marta. Livro que foi o estopim para a morte do protagonista e de mais 6 traficantes citados no livro. Bem, você mais radical deve pensar "mas eram traficantes, porra". E eu replico: eram traficantes, mas os filhos deles não eram traficantes. Enquanto as famílias dos "personagens" do livro eram ameaçadas por outros traficantes, o autor estava em Londres, curtindo seu cargo de correspondente internacional. Isso porque ao invés de usar pseudônimos, o premiado jornalista escreveu nome e sobrenome de seus informantes.



Mas, no fim das contas, esse Anderson Silva é mesmo arrogante e mereceu levar esse golpe na boca do estômago! Mereceu ficar twitando com a hashtag do programa e ver o que fizeram com a matéria sobre ele. O certo seria ele parar de treinar e atender a fãs e jornalistas, como fez a Seleção Brasileira de Ronaldo e Cia na Copa de 2006 (quem não se lembra?). Assim, Anderson Silva perderia a luta e a imprensa teria mais assunto para falar. Assim, jornalista como o foca poderiam criticá-lo por ser um pop star que adora aparecer e dar autógrafos ao invés de um lutador compenetrado.

PS.: Se você acha que esse post foi exagerado e que isso é minhoca da minha cabeça, por favor me explique o porquê da entrevista não ter ido na íntegra para o programa. Será que foi só para desrespeitar quem ficou acordado até tarde?

Sobre Anderson Silva, tenho duas coisas a falar: lutador tem mais é que ser marrento mesmo e ele deveria dar os créditos pela frase twitada hoje pela manhã - "A cada dia eu aprendendo que não importa o quanto vc bate e sim o quanto se agüenta apanhar." - Rocky balboa.
 
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